Este material eu recebi por e-mail de um amigo, foi lembrado e escrito pelo Marcos Queiroz, ao qual dou todo o crédito. O caso Carlinhos foi lembrado pelo Guto e da Copa Mercosul por mim.
Chegaram a falar aqui noblog que eu estava falando demais do tricolor do estreito. Na verdade só estou relembrando o pessoal esquecido, e mostrando para o pessoal mais novo ou que chegou na cidade a pouco tempo, das artimanhas utilizadas pelo tricolor para alcançar seus "títulos e conquistas".
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Maracutaias tricolores (14)
2007 – Semifinal da Copa do Brasil. Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. Após arbitrar escandalosamente em favor do Figueirense em lances cruciais, a auxiliar de arbitragem Ana Paula Oliveira foi severamente punida pela Comissão de Arbitragem da CBF e, em seguida, abandonou o futebol, fazendo caixa posando nua em uma revista masculina. O Botafogo entrou posteriormente com ação na justiça, alegando que a citada auxiliar receberia dinheiro da Umbro, patrocinadora do Figueirense, por ter também contrato com esta empresa. Foi o último caso que se tem notícia de um árbitro afastado do futebol por ter favorecido de forma escandalosa ao Figueirense.
Maracutaias tricolores (13)
2001 – Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Na decisão final contra o Caxias, do Rio Grande do Sul, o Figueirense vencia o jogo no Orlando Scarpelli por 1a0. Novamente, a torcida local, impaciente e não querendo correr o risco de um acidente de última hora, decidiu invadir o campo antes do final do jogo. O árbitro do jogo, Alfredo dos Santos Loebeling, deu a partida como interrompida. Deu inclusive declarações, ainda no gramado, de que a partida, repetimos, havia sido interrompida pela invasão dos torcedores. Quando desceu para o vestiário, foi visitado por dos diretores do Figueirense, um deles J.B. Telles (estes fatos foram descritos ao vivo pela rádio CBN Diário naquela tarde, basta ouvir a fita) e, depois disto, o mesmo disse que não responderia mais nada, somente faria declarações diretamente na súmula do jogo. Algum tempo depois, apareceu a súmula do jogo, onde o árbitro descreve a partida não como interrompida, mas sim como encerrada. Até hoje não se sabe ao certo o que fez o Sr. Loebeling mudar a declaração dos fatos para ajudar ao Figueirense, porém, o mesmo foi afastado do futebol depois deste episódio escandaloso. Em declaração ao programa Terceiro Tempo (do comentarista Milton Neves), tempos depois, o ex-árbitro, bastante emocionado, declarou-se traído, pois teria mudado a súmula por ordem o então presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Armando Marques, e que depois disso foi afastado do futebol, sendo o único que pagou pelo ardil montado para ascender o Figueirense à Série “A” do Brasileiro. Resultado: súmula alterada, o Tribunal não acatou a argüição do Caxias (a fita da declaração do árbitro no campo), considerando somente a súmula como prova, o Figueirense novamente subiu pela “janela” e, de quebra, mais um árbitro envolvido em uma trapaça alvinegra que saiu definitivamente dos gramados.
Maracutaias tricolores (12)
2001 – Três vagas disponíveis para Santa Catarina na Copa Sul-Minas-Espírito Santo. Assim rezava o regulamento da competição. No quadrangular final do Campeonato Catarinense, tudo ia bem, com o Figueirense estreando com 4a0 sobre o Tubarão. Aí o vento virou e, depois de sofrer 5a1 em Joinville, o time do estreito começou a apelar. Mas o Presidente da FCF não se preocupou muito até que, quando da derrota em casa para o Criciúma, o mesmo respondeu com rispidez e irritação às perguntas dos repórteres, isto nas sociais do Figueirense, quando interpelavam sobre o que seria do Figueirense se fosse o lanterna do torneio e ficasse de fora da Copa. Afinal, seriam somente três vagas... Os jornais noticiaram a “grande decisão” de Tubarão, quando o time local precisava somente de um empate para emplacar a terceira vaga. Para o Figueirense, somente a vitória interessava. E deu empate. A torcida do Tubarão comemorou, e muito, a conquista da última vaga, até porque teria que conquistar assim, no campo. Quanto ao Figueirense, não houve muito com o que se preocupar. Na segunda-feira, logo após o desastre, o Presidente da FCF, Delfim Peixoto Filho, viajou a fim de “acertar” a então necessária “quarta vaga” para Santa Catarina. Foi rápido. Sem muito esforço, conseguiu. Mais uma vaga para “Santa Catarina”.
Maracutaias tricolores (11)
2001 – Outro ano quente no Scarpelli. A Copa do Brasil previa a participação, em Santa Catarina, do campeão e do vice. O Marcílio Dias, com direito adquirido, “deu” a vaga para o Figueirense. Após tantos comentários e justificativas, jogou-se na imprensa que o Figueirense teria “comprado” a vaga (tal qual o recente ‘affair’ Bahia-Catuense), e que alguns jogadores do time itajaiense tiveram os seus salários atualizados com dinheiro alvinegro. O presidente do Marcílio Dias não desmentiu o fato, a derrama de dinheiro parecia então ser verdadeira, e depois chegou-se á conclusão tão óbvia que todo aquele montante havia sido pago pelo jogador Lelo, meia do Marcílio que, por certo, valia todo aquele dinheiro e muito mais.Maracutaias tricolores (10)
Mais umas para finalizar, mas não quer dizer que já tenha acabado, afinal porde-se esperar de tudo do cô-irmão...

Ainda em 1999 - caso Carlinhos, foi aquela história da pré anotação de jogador que vem do esterior, joga mesmo sem ter a documentação completa e é dado um prazo para regularizar a papelada. No caso dele o prazo acabou e o documento não veio da Alemanha, o dono do time foi pessoalmente à Alemanha tentar resolver a questão, inclusive não estava aqui na decisão do 1º turno, estava na Alemanha, depois todo mundo sabe o que aconteceu, o documento chegou com atraso à Federação e disseram que a culpa foi da CBF e o Carlinhos acabou jogando 6 jogos de maneira irregular, mas o clube não foi considerado culpado.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Maracutaias tricolores (9)
1999 – Campeonato Brasileiro, Terceira Divisão. O Figueirense, desta vez, não correu diretamente atrás de uma “vaguinha”. Conseguiu o acesso à Segunda Divisão de carona no Golpe da João Havelange, quando o Clube dos Treze novamente “virou a mesa” em favor dos seus associados, levando à série “A” o Fluminense e o Bahia, e abrindo espaço para o golpe no andar de baixo. Não perderam tempo de conseguir o acesso na canetada clubes com forte influência política ou muito dinheiro na algibeira. Entre eles, o Americano, o Náutico e o Figueirense. E assim subiu o alvinegro.
Maracutaias tricolores (8)
1999 – O ano que não acabava, pois o Figueirense tinha que ganhar, e de qualquer jeito, qualquer coisa. Final do Campeonato Estadual. Novamente invasão de campo. Antes da torcida, houve gandulas, atletas reservas alvinegros, Polícia Militar até que, antes que tivesse a necessidade de anular outro gol legítimo do Avaí, o árbitro Clésio dos Santos encerrou a partida durante a invasão da torcida local, com 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, com menos de seis minutos jogados. Clésio Moreira dos Santos, após os fato, passou a apitar jogos de várzea e a fazer apresentações do seu personagem, o “Margarida”.
Maracutaias tricolores (7)
1999 – O Figueirense decidia o título do Primeiro Turno contra o Joinville, com a vantagem do empate na prorrogação. O time do norte do estado marcou o seu gol aos 14 minutos de segundo tempo da prorrogação. No lance seguinte, o último do jogo, o atleta do Figueirense sofreu falta fora da área, correu agachado quatro passou e se atirou dentro da área. O árbitro Gilson Aparecido Pauletti, por mais incrível que pudesse parecer, anotou falta no pênalti mais absurdo da história do futebol (no velho estilo “cai que eu dou”) e fez o Figueirense campeão. Pauletti, então, nunca mais apitou em gramados catarinenses, foi prestar seus serviços de arbitragem nos pampas gaúchos.
Maracutaias tricolores (6)
Continuando...
hoje só sobre 1999.
1999 – Primeiro fato do ano que não acabou. Deveras inusitado. A Copa do Brasil, em seu regulamento, previa a presença dos campeões estaduais, de alguns vices, dos clubes convidados pelo Ranking da CBF e dos campeões das séries “B” e “C” do Campeonato Brasileiro. O Figueirense não fazia parte deste bolo. O Deputado Estadual Paulo Bornhausen, filho do Senador Jorge Bornhausen, então telefonou para o seu pai, em Brasília, com o intuito de que o mesmo conseguisse uma “vaguinha” para o Figueirense na Copa do Brasil. Foi atendido, e o clube do estreito entrou na competição pela janela, mas foi eliminado logo na primeira fase pelo Avaí. Este fato foi amplamente divulgado pela imprensa na época.
hoje só sobre 1999.1999 – Primeiro fato do ano que não acabou. Deveras inusitado. A Copa do Brasil, em seu regulamento, previa a presença dos campeões estaduais, de alguns vices, dos clubes convidados pelo Ranking da CBF e dos campeões das séries “B” e “C” do Campeonato Brasileiro. O Figueirense não fazia parte deste bolo. O Deputado Estadual Paulo Bornhausen, filho do Senador Jorge Bornhausen, então telefonou para o seu pai, em Brasília, com o intuito de que o mesmo conseguisse uma “vaguinha” para o Figueirense na Copa do Brasil. Foi atendido, e o clube do estreito entrou na competição pela janela, mas foi eliminado logo na primeira fase pelo Avaí. Este fato foi amplamente divulgado pela imprensa na época.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Maracutaias tricolores (5)
Continuando a série iniciada ontem...

1995 - Falecida e falida primeira copa Mercosul, aquela realizada em SC em meados da década de 90 em que, pasmem, público no estádio era critério de definição do local do próximo jogo. Este campeonato foi disputado por alguns times do estado e alguns expressinhos do Mercosul, tanto que nem é considerada como oficial pela Comenbol. Jogo entre tricolor X Jec, árbitro Roque Bonhemberger. O fiasco foi tão grande e escancarado em favor do tricolor que o cidadão deixou de ser árbitro e nunca mais passou de bandeirinha.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Maracutaias tricolores (4)
1994 – Campeonato Catarinense. Após a marcante e escandalosa cena de Jairo Lenzi, atleta do Criciúma, lamentando o gol do próprio time, na traição de Blumenau, que colocou o Figueirense na final do campeonato, os dois cúmplices no indecoroso fato decidiram o torneio. Na segunda partida, no Estádio Orlando Scarpelli, o Figueirense vencia por 2a0 até os 32 minutos do segundo tempo, quando a torcida invadiu o campo e o jogo foi interrompido, e nunca chegou ao seu final. O Criciúma, misteriosamente, desistiu de recorrer à justiça, e o Figueirense quebrou um longo jejum de títulos numa partida que nunca acabou.
Maracutaias tricolores (3)
1991 – O início da “Era das Invasões”. Final da Copa Santa Catarina, contra o Araranguá. Estádio Orlando Scarpelli, partida única (em 30 de maio). Após o empate em 1a1, as equipes disputaram a Taça nos pênaltis, com a série sendo iniciada pelo time visitante. Tendo os dois times convertido os quatro primeiros pênaltis, veio a quinta cobrança, por parte do Araranguá. Pênalti perdido, o goleiro Mazzaropi gruda no alambrado, a torcida invade o campo, os jogadores estão sem camisa, mas o juiz, único corajoso de todos estes relatos, decidiu que não encerraria o jogo enquanto o Figueirense não convertesse a última penalidade. Trabalho árduo para a Polícia Militar que, com toda a paciência, retirou os torcedores do gramado e fez um cordão humano de isolamento. Isso mesmo, o pênalti do título foi cobrado com a torcida do Figueirense em campo. Foi cobrado, mas não foi o do título, pois foi desperdiçado. Nas séries de cobrança única, o Araranguá marcou duas vezes, mas o Figueirense perdeu o seu segundo, e a Taça viajou para o sul do estado. Foi a única vez em que uma invasão no Scarpelli teve freio na atitude de um árbitro.
Maracutaias tricolores (2)
1987 – Estadual da Segunda Divisão: Rebaixado no ano anterior para a Segunda Divisão do Campeonato Catarinense, o Figueirense ia mal das pernas: fazia uma campanha medíocre, e o Blumenau atravessava ótima fase, prevendo-se que, provavelmente, o time verde-anil seria o vencedor da competição. Problema: somente um time subiria para a Primeira Divisão, de acordo com o Regulamento da competição. Problema Maior: o Figueirense cada vez mais parecia não ter forças e, após uma derrota para o Ypiranga de Tangará (14 de junho), houve necessidade de a FCF se mexer para salvar o time do estreito. Solução: a Federação aumentou o número de vagas de acesso para que o Figueirense, depois vice-campeão, não ficasse enterrado na Segunda Divisão do Estadual.Maracutaias tricolores (1)
1985 – Taça de Prata: Jogando contra o Operário, na cidade de Campo Grande (MS), o Figueirense perdia a partida por 2a0. Após o apito final do árbitro, um atleta do Figueirense chuta a bola para o gol e os jogadores protestam contra a não marcação do tento póstumo. O juiz declarou a partida encerrada antes do gol ter sido assinalado. Porém, após “reunião” do árbitro com o presidente da FCF, Pedro de Oliveira Lopes, no vestiário, o mesmo voltou atrás e incrivelmente validou a gol do Figueirense, anotando-o na súmula.
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