terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Moeda de troca

Acompanhando o noticiário do AVAÍ na Guarujá ouvi o Alysson Francisco entrevistando um dirigente do Paraná Clube sobre a possível contratação do lateral Pará que está por lá. Este mesmo dirigente havia falado anteriormente que o Paraná não negociaria o lateral. Agora o papo mudou e ele já admite a transação.
Em troca o AVAÍ ofereceu dois dos seguintes jogadores: Jandson, Hegon, Gustavo e... Roberto! Quanto aos três primeiros nada a retocar, muito pelo contrário, mas o Roberto está sendo utilizado, inclusive vem fazendo boas partidas.
Sempre deixe claro aqui no blog que não sou fã do Roberto, principalmente por ter iniciado sua carreira no tricolor do estreito, e por achá-lo muito corredor e pouco inteligente para jogar. Mas não temos hoje nenhum outro jogador no grupo com suas características, que parte pra cima da das defesas adversárias em grande velocidade. Acho que no momento ele é uma peça interessante para o AVAÍ, talvez no Brasileiro, com a vinda de outros jogadores, esta negociação seja mais compreensível.
Pelo que sei ele é um jogador do AVAÍ e não da parceria e talvez isto esteja influenciando na sua inclusão na negociação. A parceira já colocou vários atletas AVAIANOS a disposição do Paraná sem recebermos nenhum outro em troca, acho esta seria a hora de recebermos a contrapartida.
A vinda do Pará seria importante, mas acho que poderíamos incluir outros atletas na negociação além daqueles três, mas o Roberto no momento não.

Arbitragem

Vou dividir esta postagem em três tópicos: Próximo jogo, Último jogo e Célio Amorim.
- A arbitragem para o nosso próximo jogo ficará a cargo do senhor Paulo Henrique Bezerra, que a torcida AVAIANA já conhece de outros carnavais. Foi o bandeirinha que anulou o nosso gol no "Assalto do Século", a final de 99, quando tiraram o nosso título e entregaram para o seu time de coração, do qual já foi membro de torcida organizada. Por este motivo a torcida Azurra tem uma bronca tremenda deste cidadão. Faz tempo que não o "sorteiam" para os nossos jogos e espero que amanhã ele apite sem paixão clubística.
- No último jogo goleamos o Joinville com extrema autoridade com a arbitragem do Jefferson Schmidt, que tinha ido muito mal no nosso jogo contra a Chapecoense, mas desta vez fez uma arbitragem tranquila. O único lance contestado foi no pênalti sofrido pelo Robinho que ele ia dando fora da área e acabou jogando a batata quente no colo do bandeira que disse que foi pênalti. Vi o lance e pra mim foi pênalti. Acertou o bandeira e acertou o árbitro que foi consultá-lo. Sempre o critiquei bastante, mas nesta partida ele foi bem.
- Mesmo depois da trágica arbitragem no clássico quando ele errou tudo que podia e o que não podia, tendo a pior atuação num clássico dos últimos tempos deixando de dar 2 pênaltis em nosso favor, de expulsar pelo menos dois jogadores do tricolor, de "não ver" lances básicos a poucos metros de si, o terrível árbitro Célio Amorim não teve qualquer tipo de punição por parte da FCF, nem uma geladeirinha básica que deveria ser de pelo menos uns 5 jogos, voltando a fazer das suas trapalhadas apenas no segundo turno. Isto que não vi a súmula do jogo e não sei se ele não deixou de registrar o sinalizador que foi arremessado no campo e que, se aqui tivesse uma federação isenta, acarretaria em pelo menos uma perda de mando de campo ao tricolor do estreito. Mas como se trata de tal clube sabemos que nada acontecerá.

Mesquita, O Garimpeiro

Este cara tem um faro aguçado para encontrar craques. Já haviam passado pelo AVAÍ dois de seus pupilos. André Moritz que saiu para o Internacional antes mesmo de aparecer no time principal, e principalmente o craque Marquinhos que é um dos maiores craques da era Ressacada.
Além deles revelou o lateral Guilherme que passou pelas categorias de base do AVAÍ e do tricolor do estreito, além do meu amigo da época da Tapera e da Astel, o central Chico que hoje defende o futsal da Malwee e da Seleção Brasileira.
Agora ele me aparece com um tal de Rodrigo Thiesen, que defendeu o Imbituba na segundona Catarinense no ano passado. Em princípio ninguém daria nada por um jogador com este currículo, mas ele indicou ao AVAÍ e, com toda credibilidade que ele tem, o AVAÍ confiou e trouxe o volante.
Começou como volante do time reserva e sempre que entra vem dando conta do recado com sobras. Domingo mais uma vez foi um dos destaques do time na goleada sobre o Jec.
Definitivamente o professor Mesquita sabe identificar os grandes potenciais. Valeu Mesquita, sempre que tiver uma pérola mande para o Leão.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Os volantes do time reserva

Eu vinha pedindo a presença do Thiesen ou Johnny ao lado do Rudinei há bastante tempo. É evidente a maior pegada destes dois em relação ao Robertinho.
Por força do destino o Rudinei se machucou no clássico e o Chamusca acabou escalando-os juntos novamente, assim como havia acontecido nos primeiros jogos do campeonato quando jogamos com o time reserva. Naqueles jogos tivemos a noção da qualidade destes dois que acabaram perdendo espaço com a chegada dos "titulares".
Apesar de ter sido contra a vinda do Rudinei admito que ele vem fazendo boas partidas e poderia ser titular, mas ontem esta dupla de garotos repetiu as atuações das primeiras rodadas e deu uma proteção melhor à nossa defesa, e acho que devem ser mantidos no time. Nosso futebol exige uma pegada forte no meio-de-campo e até agora quem conseguiu fazer isto melhor foram estes dois.

Méritos para o Chamusca

Parabéns ao comandante AVAIANO que teve a humildade de perceber que o time havia entrado errado no clássico deixando meio-de-campo muito vulnerável e que isto não poderia acontecer novamente contra um time com qualidade e que o zagueiro Gabriel tem que ser titular deste time. Que também notou que o Davi estava muito sozinho na criação, o que estava dificultando a vida dele e que o Leonardo no momento é o melhor atacante que temos.
Ele pode até não ter percebido isto, mas ter ouvido assessores que tenham lhe passado esta constatação e acatou as sugestões.
O fato é que os problemas que ficaram evidentes no clássico foram solucionados principalmente com a troca dos volantes (Rudinei por lesão e Robertinho por questão técnica), deixando a marcação com uma pegada mais forte e com mais vitalidade pois são dois garotos, além de uma melhor saída de bola.
O certo é que a formação ideal foi encontrada com um jogador de referência lá na frente, dois volantes pegadores e que tem saída de bola e dois armadores. Lá atrás não tem o que mudar.
Parabéns Chamusca, desta vez ninguém tem nada a contestar.

Público

AVAÍ X Jec, um dos grandes jogos do futebol catarinense. Domingo, 19:30, num horário que já não estava mais tão quente e que possibilitou a todos que fossem pegar uma prainha, disputando a liderança do campeonato. Por mais que o AVAÍ não viesse empolgando muito seu torcedor, pelo menos estava invictou e arrancou um empate nos últimos segundos do clássico onde foi assaltado pela arbitragem.
Jogo para quantas pessoas? 9 mil? 10 mil? 12 mil? Este seria o público normal e esperado para este que foi o melhor jogo do AVAÍ no campeonato. Mas o público total (nem sei se divulgaram o pagante pois não estão mais fazendo isto) foi de 5.200 torcedores. Um público ridículo para importância do jogo.
Mas por que isto? Será que eram 3 mil que foram no clássico e mais 2.200? Não! Grande parte que foi no clássico não frequenta a Ressacada por um único motivo: DINHEIRO.
Com o preço das mensalidades muitos não tem condições de serem sócios e tem que escolher jogos pontuais para acompanhar o time de coração. Se num clássico contra o maior rival custa R$ 30,00 e contra o Jec custa R$ 60,00, não há dúvida que o torcedor irá no clássico, mesmo sendo no estádio do adversário.
Continuo achando que os valores das mensalidades precisam ser revistos sob pena de termos uma belo estádio, com cadeiras novinhas, brilhantes e vazias.
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Boas estréias II

Dois que estrearam pra valer e mostraram que foram excelentes contratações foram Patric e Robinho. Tudo bem, o Robinho já tinha jogado o segundo tempo do clássico mas não conseguiu mostrar muita coisa já que o time estava jogando só no "abafa". Mas ontem ele iniciou a partida como titular e ditou o ritmo do time. Fazendo dupla com o Davi, tabelou quando preciso e carregou a bola quando necessário. Participou de quase todos os gols e por pouco não faz um golaço, numa tabela com o Leonardo ele tocou na saída do goleiro que pegou com o pé e na sequência deu uma bicicleta que passou muito perto. Com certeza tem que ser titular.
A estréia mais esperada era do Patric, numa posição carente há bastante tempo. Já no seu primeiro toque na bola tentou virar o jogo e entregou para o atacante do Jec que levou perigo. Deu mais uns três ou quatro passes errados, mas depois engrenou e fez um excelente jogo. No segundo gol ele foi levando a bola desde a nossa defesa, tabelou com o Davi e ainda esperou a melhor posição da bola para fazer o gol. Também mostrou ser muito voluntarioso lutando por todas as bolas. Agora temos um lateral.
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Boas estréias

Tivemos 3 boas estréias ontem de velhos conhecidos: Leonardo, Davi e Uendel.
Uendel até que vinha jogando mais ou menos, mas muito menos do que ontem e do que sabemos que ele joga, mas os outros dois estavam devendo bastante.
Com a mudança do esquema de jogo o Davi teve um parceiro no meio para criação de jogadas, e que parceiro o Robinho foi... Com dois jogadores armando, a marcação do Jec teve que se dividir entre eles e sobrou mais espaço, ele soltou mais a bola e mostrou que tem futebol. No 3-5-2 ele ficava sozinho na armação e sempre recebia a bola já marcado pois os volantes adversários se concentravam apenas nele. O esquema o favoreceu e ele fez uma boa apresentação.
Depois de tirar o peso de "não fazer gols" no clássico, o Leonardo jogou com menos pressão e fez uma excelente partida. Mesmo as vezes recebendo umas bolas quadradas, entrega ela redondinha e boas tabelas. É muito inteligente para jogar e não é individualista. Foi sua melhor partida no AVAÍ e só não foi o melhor em campo porque o Robinho estava demais.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sétima batalha

Hoje enfrentaremos o melhor time do estadual até aqui. Os números comprovam isto, mas mais do que números, o futebol jogado pelo Jec até aqui é o melhor dentre os demais. Ano passado o Jec já tinha um bom time e "conseguiu" ficar pelo meio do caminho. Manteve o time e conquistou a "dificílima" Copa SC.
Com um time já formado e entrosado, reforçaram ainda mais e chegaram neste campeonato um passo na frente dos demais. Tem vários jogadores experientes que estão fazendo a diferença, entre eles eu destaco o Lima. Vi uns dois jogos dele e ele está muito bem, inclusive acho que seria um bom nome para reforçar o nosso time para Série A.
Nós teremos a possível estréia do Patrick, Frédson e Caio, três jogadores que jogam mais do que os que estão jogando até agora e podem reforçar o time significativamente. Com a ausência do Rudinei, que foi muito bem no clássico, a vaga seria do Frédson, e eu tiraria o Robertinho para colocar o Rodrigo Thiesen ou o Johny. Ficamos na expectativa da liberação do Vandinho e Batista, aí sim teremos o time quase completo. Espero que o Sávio jogue mais pelo meio hoje, acho que ele joga melhor por ali.
É daqui a pouco. Todos os caminhos levam à Ressacada. Vai pra cima deles Leão.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Coincidência

Quinta-feira o Imbituba recebeu o Juventus no jogo dos caçulas do campeonato. Para este jogo com poucos atrativos a Fcf "sorteou" o Sr. Carlos Eduardo Arêas, um dos novos nomes da péssima arbitragem catarinense.
Não conheço este senhor, apitou apenas um jogo do AVAÍ e não foi bem. Lembro que neste jogo havia muita gente nas arquibancadas que o conheciam e falavam categoricamente: Este cara é torcedor fanático do tricolor do estreito, assim como nós somos do AVAÍ.
Até aí nenhuma novidade já que o Bezerra também é, inclusive fez parte de torcida organizada, o Luiz Orlando Scarpelli também é, e assim por diante.
O curioso é que este cidadão apitou um jogo com pouca importância e acabou expulsando três jogadores do lanterna do campeonato. Coincidentemente este mesmo time que teve os três jogadores expulsos é o próximo adversário do seu time de coração.
São só coincidências, mas depois do que vimos no clássico é sempre deixar as barbas de molho no que se refere a arbitragens.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

FraZé

Devemos traçar nossos objetivos e ter como meta alcançá-los. Com dignidade, sabedoria e respeito ao próximo talvez consigamos, nossa vida é uma luta constante em que às vezes temos dificuldades de identificar nossos oponentes.
"O segredo do sucesso eu não sei, mas o mistério do fracasso é tentar agradar a todos."
Bom fim de semana
Seu Zé

O personagem do jogo

Infelizmente o nosso medo se concretizou e mais uma vez o senhor Célio Amorim foi parte chave do jogo e influenciou decisivamente no resultado da partida.
Este cidadão não dá uma dentro com o AVAÍ. Já nos tirou das finais de 2008 num jogo contra o Criciúma onde ele não nos deu pelo menos 3 penalidades máximas. Num clássico anterior ele já havia deixado de dar uma penalidade com poucos minutos de jogo a nosso favor, entre tantas outras trapalhadas. Coincidentemente sempre contra o AVAÍ.
A FCF o considera o melhor árbitro do seu quadro, mas nos nossos jogos ele sempre apronta uma. É difícil acreditar que estes erros não sejam intencionais, uma vez que ele goza de tal credibilidade junto a FCF.
Ontem ele teve a atuação mais desastrosa dos últimos anos considerando todos os árbitros catarinenses. E olha que se tratando da nossa péssima arbitragem ele conseguiu uma proeza sem precedentes.
Desde o início do jogo ele concedeu alvará para a defesa tricolor para baterem a vontade, sendo que ele nem falta marcava, quanto mais uma punição com cartão. Nossos jogadores saíam jogando e eram interceptados com faltas. Ele não marcava nada, eles roubavam a bola e seguiam no contra-ataque. Tanto que foi assim que saiu o segundo gol deles. Nossos atacantes cansavam de apanhar e ele nada marcava, inclusive num carrinho criminoso pra cima do Sávio.
Mas o que já era ruim no primeiro tempo, piorou no segundo. Um jogador tricolor que já tinha cartão deu uma entrada desclassificante, o árbitro partiu pra cima dele com pinta que iria expulsar e fez um teatro dando aquela tradicional brinca "essa foi a última", e o cara continuou batendo.
Roberto sofreu pênalti. Gustavo sofreu pênalti do João Paulo que também já tinha cartão e teria que ser expulso e ele nada marcou. Um zagueiro tricolor chegou ao cúmulo de puxar a bola com a mão na frente da área e ele fez que não viu. Leonardo ia entrando na área em condições de concluir, sofreu falta do último homem e ele não expulsou.
Foi um festival de trapalhadas. Coisas totalmente esperadas haja visto o histórico deste cidadão. Espero que este tenha sido o último jogo nosso que ele apite e que pegue uma geladeira de vários jogos. O pior é que para o próximo jogo, contra o Jec, quem nos espera é o Jefferson Schmidt, que já fez um monte de lambanças no jogo contra a Chapecoense.
É duro a vida de quem tem que aturar a arbitragem catarinense.

Barbies 1 X 1 AVAÍ

Mal escalado, o AVAÍ quase perde um classico que deveria ser nosso. Duas presenças que não consegui entender até agora: Émerson Nunes e Robertinho.
A zaga estava muito boa, errando uma vez ou outra, mas no geral era bastante confiável. O Gabriel além de ter uma presença física que impõe respeito, e isto é importante num clássico, tem muita virtude quando está no ataque, seja na bola aérea ou em cobranças de faltas. Mas o mais importante, já estava entrosado com os demais zagueiros. O Émerson Nunes parecia desligado do jogo, no segundo gol deles foi na emsma bola que o Émerson e notava-se um nítido desentrosamento.
No meio eu havia pedido o Rodrigo Thiesen na postagem que fiz sobre os volantes ontem. É um cara mais pegador e com mais cara de clássico. O Robertinho, assim como no jogo contra o Imbituba, foi mal e não deu a pegada necessária.
O leitor do blog André, manifestou sua preocupação com a presença do Rudinei por se tratar de um duelo contra seu time de formação. Confesso que eu também tinha um certo receio, mas ele mostrou que está com a cabeça no AVAÍ e foi um dos principais jogadores do Leão no jogo.
No primeiro demos muitos espaço e oferecemos o contra-ataque para eles, claro que com uma ajudinha da arbitragem mas disto eu falo depois. O time estava totalmente desarrumado e poderia ter ido para o vestiário com um revés maior. Mas as alterações do Chamusca surtiram efeito e o segundo tempo foi totalmente nosso e poderíamos ter feito um placar elástico se o Célio Amorim permitisse.
Chamusca se redimiu no segundo tempo, mas no primeiro o erro na escalação quase nos custou uma derrota que seria vexatória.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sexta batalha

É hoje! O clássico maior de Santa Catarina será realizado no Remendão nos estreitos.
Estamos na terceira colocação podendo chegar à liderança se vencermos e o Jec tropeçar. Já o adversário está na vice-lanterna e pode ganhar umas três posições chegando no máximo ao meio da tabela.
É indiscutível que estamos numa melhor situação e que temos um grupo mais qualificado, mas num clássico isto pouco importa.
Na verdade em qualquer disputa, o time mais qualificado se sobressairá se conseguir pelo se igualar ao adversário em termos de vontade e determinação, e isto é uma verdade ainda mais absoluta quando tratamos de um clássico. Inclusive, nos clássicos, quem está numa situação pior na tabela costuma se sair melhor justamente por entrar mais motivado e pressionado na partida.
Clássico é um jogo totalmente atípico, que mexe com os clubes e com a torcida em níveis altíssimos. Quem não está nervoso com esta partida? Por mais que estejamos sendo considerados favoritos, todos tem uma dorzinha de barriga quando se fala a tal palavrinha "clássico". Eu já acabei com as minhas unhas.
Se somos favoritos, isto não passa de teoria. O favorito será o que entrar mais motivado e determinado a vencer. Se os dois se igualarem neste quesito, aí sim entra a qualidade do grupo, e daí eu concordo que somos favoritos, mas antes disso a vontade tem que prevalecer.
Ah, ia me esquecendo de um fator que costuma ser determinante em clássico (90% contra nós), a arbitragem. A Fcf escolheu a dedo o árbitro: Célio Amorim, este mesmo que não costuma fazer boas atuações nos jogos do AVAÍ, como foi naquele jogo contra o Criciúma em 2008 e em um clássico no mesmo Remendão quando não deu um pênalti para nós com menos de 5 minutos de jogo. Espero que ele apite com a maior isenção possível.
Agora é entrar com todo gás nesta partida e não perder a concentração. E é claro, uma pitada de sorte não faz mal a ninguém.

E a dupla de volantes

Não sei o que proporcionou a mudança no setor, mas esta dupla de volantes que jogou contra o Imbituba não agradou. Logo este setor que vinha sendo bem coeso desde as primeiras partidas com o Johny e o Rodrigo Thiesen, foi muito mal com o Robertinho e o Uendel.
Com a saída do Eltinho, o Uendel tem que voltar para lateral que é onde ele conhece. Temos pelo menos uns 5 bons volantes no grupo, não há necessidade de se improvisar nesta posição. Na lateral ele é muito mais eficiente. É um bom lateral e um volante apenas esforçado e sem força física para dar um combate "mais eficiente".
Já o Robertinho que veio bem credenciado por ter defendido a seleção brasileira e suas categorias de base, mas se recuperando de lesão, também não acrescentou em nada.
Para o clássico que é um jogo mais pegado, caso o Frédson ainda não tenha condições físicas, a dupla ideal seria Rodrigo Thiesen e Rudinei e o Johny no banco. Assim teríamos um meio pegador e com qualidade na saída de bola, além de uma reposição a altura para o estilo de jogo.
Não acho que o Robertinho não sirva para o grupo. Deve ter qualidade, mas precisa melhorar um pouco e num clássico não é lugar para isto.
Esta posição é essencial num clássico e acredito nestes três que citei. Assim vamos fechar bem na frente da defesa e dar liberdade para o Davi encostar no Sávio para produzir algo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A maldição do prata da casa

Tudo bem, tudo bem, também não morro de amores pelo Jandson e acho que temos no grupo jogadores com mais condições de estar no time titular do que ele, mas a marcação em cima do garoto está pesada.
Ele tem sérias dificuldades para dominar uma bola, não é lá um grande finalizador, mas neste último jogo ele não foi assim tão mal pra tanta marcação por parte da torcida, principalmente no primeiro tempo.
Ao chegar no estádio já fui abordado por um amigo reclamando do Jandson como titular. Falei que também achava que ele não deveria ser titular, sequer estar no banco. Começou o jogo e o Sávio o deixou na cara do gol, ele se atrapalhou e perdeu o gol. Todo mundo começou a reclamar. Mas o esforço dele é inegável. Brigava por todas as bolas por cima e por baixo, fez um gol e estava sempre se apresentando para o jogo, não foi o omisso. Mas bastou errar mais umas bolas no segundo tempo e a torcida voltou a vaiá-lo.
Como já falei, não sou fã do futebol dele e acho que ele não deveria estar no time titular, mas sei reconhecer o esforço do jogador e sua vontade de acertar. Aliás, achei que ele estava bem no primeiro tempo.
Mas isto não é de hoje. A torcida reclama que só são utilizados jogadores da parceria, que o AVAÍ ganha pouco com isto, mas quando tenta se dar uma sequência para um jogador da base, nos seus primeiro erros a torcida é implacável com eles. Foi assim com o Marquinhos Bike, com o Edilson (este sempre deu motivo para o pessoal pegar no pé), Rodrigo Galo, Fábio Fidélis, etc..
Todos sabemos que vaiar um jogador ou o time inteiro é prejudicial. Vamos deixar para reclamar ou até vaiar quando acabar o jogo, mas mesmo assim é bom ponderarmos se a vaia é justa e que estamos depreciando um patrimônio nosso que são os jogadores da base. Vaia? Não é comigo.

Torcida X Chamusca

Durante a semana passada inteira falou-se na estréia do Sávio, sempre salientando que o competente preparador físico Émerson Buck, que fez nosso time voar nos últimos dois anos, havia definido que ele jogaria no máximo por 60 minutos.
Aos 16 minutos do segundo tempo, ou seja tendo jogado por 61 minutos, o técnico substitui o Sávio pelo Roberto. Alteração já programada.
Nisto a torcida começou a vaiar o técnico e chamá-lo de burro. Mas peraí, neste caso está mais para burro os que não sabiam desta programação que fora amplamente divulgada durante a semana.
Que a torcida queria a saída do Jandson, Davi, Luiz Ricardo, etc., até é compreensível, mas o Sávio TINHA que sair sob risco de sofrer uma lesão.
Por um lado entendo a torcida que viu 8 titulares saírem quando se falava que sairia no máximo 4, que está tendo que arcar com um aumento desproporcional das mensalidades, que ainda não viu o time empolgar neste ano, mas esta mesma torcida sempre foi inteligente e entendeu as situações que o time passou e não é descontando sua fúria no planejamento ou em jogadores que, por mais que não estejam produzindo a contento, pelo menos estão se esforçando para tal.
Parabéns Chamusca, nesta acertasse.